sábado, 26 de novembro de 2011

O Mundo de Cabeça Para Baixo

Uma das notícias mais impressionantes da semana foi o pedido de ajuda de Portugal a Angola. Dá uma certa ânsia imaginar que outras grandes mudanças estão em gestação para este mundo que viveu os últimos vinte anos se equilibrando perigosamente na corda bamba da especulação. Até quando a Europa geriátrica ainda terá esperanças de sobreviver, se ainda tem? Não tentarão estes países, armados e famintos, tomar à força o que não podem comprar, tal como cangaceiros de filme antigo? Talvez não seja o caso do pobre Portugal, que talvez perdesse em uma batalha naval contra Andorra, mas se a crise apertar mesmo, ainda temos respeitáveis canhões na Euroamérica: Estados Unidos, Grã Bretanha, França (apesar de não ganhar nenhuma guerra desde os tempos de Luís XIV), Alemanha (esta desdentada pelos tratados do pós-guerra), Itália (apesar de sua tradição de incompetência militar nos últimos 400 anos) e Rússia. Como pode um país relativamente rico ou “enriquecente” proteger-se sem tecnologia militar de ponta? Parece que somente a China tem essa capacidade, e talvez a Índia. Daí a sorte (sorte?) de estarmos associados a eles (e numa hora dessas devemos xingar muito Collor e FHC por sepultarem nosso projeto de bomba atômica, e certo estava o louco Enéas) em vez de soltos no sertão do século XXI.