segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mais Compreensão do que Estudo…

Não é a primeira vez que eu vejo esse tipo de opinião circular pelo mundo. Mas desta, como apareceu na Internet, percebi que era preciso comentar.

A história tem tantos lados quanto podemos imaginar. E, na boa, história exige mais compreensão do que estudo: decorar datas é mais fácil que compreender os fatos nelas ocorridos. Como todo mundo se mete a entender de história só porque viu… documentários, leu meia dúzia de livros tendenciosos e viu o horário político, a nossa ciência está jogada na lama.Mas, tudo nesse mundo tem salvação (assim espero)…

Esta é só uma pequena postagem no Facebook, mas ela reflete de várias maneiras a ideia distorcida que os brasileiros têm da História — e das ciências humanas também, de certa forma. O autor disso provavelmente imaginou que estava sendo um paladino da ciência, e é normal que pense assim, pois esse tipo de pensamento recebe aplausos fáceis, até mesmo entre os profissionais de ensino: é praticamente uma tradição de nosso país considerar as ciências humanas menos importantes, concepção cristalizada até nos quadros de horários de nossas escolas, nos quais Português e Matemática têm cinco aulas semanais, enquanto História e Geografia têm somente duas cada. Então o que esse rapaz disse é fruto de um sistema que ensina desde cedo a desconsiderar como “menos importantes” certas áreas do conhecimento humano. E as pessoas propagam isso, sem perceberem que estão papagaiando um discurso ideológico alienante e obscurantista. Vamos demonstrar as falácias deste raciocínio:

quinta-feira, 14 de abril de 2011

O Colonialismo Não Morreu, Só Mudou de Cara

Você já deve ter ouvido falar da famosa Teoria de Conspiração segundo a qual os Estados Unidos planejam tomar a Amazônia do Brasil, no todo ou em parte. Esta história tem rondado a conversa de muitos políticos de esquerda há décadas, apesar de frequentes desmentidos e do fato de que é uma teoria muito maluca. Para começar, basta analisar os precedentes de ocupação de território pelos EUA: quase sempre resultam em fracasso, não necessariamente a longo prazo. Diante dos sucessivos fiascos de tentativas anteriores, fiascos no sentido de prejuízo monetário maior do que os possíveis ganhos, é pouco possível que exista ou venha a existir algum plano de tal natureza por parte do governo americano (pelo menos enquanto pessoas absolutamente estúpidas, loucas e megalomaníacas não tiverem controle total do sistema político ianque, o que não é absolutamente assegurado para sempre). Mas há mais teorias rondando as cabeças dos políticos e economistas do que somos capazes de conceber. E parece haver, de fato, um plano para tomada e ocupação de território em países do terceiro mundo (sob o cuidadoso disfarce de tratados internacionais e boas intenções). Eis o mais extraordinário.