domingo, 3 de junho de 2012

A Verdade, Apenas um Detalhe

Dizia o antigo adágio que «política, futebol e religião» não se discute. Obviamente esta restrição da dita «sabedoria» popular se refere ao caráter insolúvel das paixões envolvidas nos três temas: ninguém muda o time para o qual o amigo torce, nem a religião que segue, nem as suas convicções políticas. No fundo os três fatores estão muito mais ligados do que se pensa: os três são manifestações fortemente ideológicas.

Para provar isso basta uma rápida olhada nas rivalidades regionais de nosso futebol e detectar o dedo da política. Sem necessidade de descer a detalhes que podem ser obtidos numa rápida pesquisa na internet (sou do tempo em que ao escrever um artigo era quase sempre necessário citar as informações, porque dificilmente o leitor conseguiria localizar as informações suficientes para entender o raciocínio). Arrisco-me a dizer, porém, que o futebol é, dos três temas, o que melhor evoluiu. A não ser em países obviamente selvagens, ninguém mais mata ninguém por causa de futebol — e nem relações são postas a perder. Meus sogros, um botafoguense e uma flamenguista, estão aí para não deixar ninguém sem entender.

Digo que foi o que melhor evoluiu porque a religião é a bagunça que aí está, com muita discussão (quase sempre baseada no desejo que cada líder de seita tem de regular a bunda ou a carteira dos outros) e nenhum resultado (aliás, deve-se dizer, em favor do futebol, que mesmo os torcedores mais fanáticos não saem por aí propondo exterminar quem não torce para time algum). E a política também, com o agravante de que as paixões partidárias foram substituídas, em um nível ainda mais profundo, pelas ideológicas.

Um partido é como um time de futebol: encarna uma ideia, um objetivo, uma visão de mundo etc.; mas não se confunde com as coisas que expressa. Por isso é possível que os partidos mudem de ideologia ao longo do tempo (conforme demonstra a fantástica trajetória do PCB, que se transformou em PPS e por fim se resignou a legenda de aluguel a serviço da direita tupiniquim), por isso é possível que pessoas mudem de partido (ou porque o partido mudou, ou porque a própria pessoa mudou, ou ambas as coisas, confusa e simultaneamente). Mas quando os partidos se enfraquecem, tornam-se pálidas sombras das ideias imemoriais, então eles se tornam ainda mais epidérmicos, secundários, instrumentos. A política passa a ser feita no nível mais básico, o da ideologia em estado bruto: e aí temos um fenômeno terrivelmente perigoso.

Ideologias são confusas. Não devemos confundir uma ideologia com um programa de partido político. Nem mesmo devemos confundi-la com a palavra articulada de um líder. Ideologia é algo tão profundo que é quase inexprimível, arquetípico. No Brasil, devido à superficialidade dos partidos, a política se faz no nível da ideologia — e isso significa que nossa política é essencialmente irracional e se expressa de forma virulenta.

Uma pessoa que age motivada por sua ideologia pode, muitas vezes, agir sem a menor noção das consequências de seus atos. Tal como um suicida fundamentalista (islâmico ou não) se lança sobre seu alvo sem pensar na dor ou na morte. Um ser movido a ideologias é kamikaze em tudo o que faz. Quando uma pessoa age assim, ela tende a aceitar sem nenhuma crítica as versões que preenchem as suas expectativas.

Funciona da mesma forma que os milagres e aparições. Uma pessoa que quer ver Jesus de qualquer maneira o encontrará nas marcas de uma torrada ou numa mancha de mofo. Um torcedor fanático acreditará que o seu time, após três ou quatro sofridas vitórias no começo do campeonato, poderá sagrar-se vencedor. E uma pessoa embebida de ideologia política selecionará aquilo em que crê de acordo com as suas noções preconcebidas do que seja a verdade. A semana entre 27 de maio e 2 de junho foi marcada por uma demonstração deste funcionamento semiautomático da mente. E não foram quaisquer mentes, foram as mentes dos céticos e iluminados membros da direita ateísta na internet.

Algumas palavras sobre estes seres: vocês já os conhecem de meu artigo recente sobre o processo de criação e autodestruição de um partido laico. O «movimento ateu» na internet está dividido em facções, de acordo com o santo inspirador que cada uma cegue (ato de seguir mais ou menos cegamente). Os de direita idolatram uma filósofa, Ayn Rand, que expressou suas ideias principalmente através de romances imensamente longos e intoleravelmente chatos, e um economista austríaco, Ludwig von Mises. Ambos intolerantes e dogmáticos em seu «liberalismo» (basicamente voltado para o aspecto econômico).

O episódio a que me refiro é a reação na blogosfera e nas redes sociais às declarações do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, ao semanário «Veja» (uma revista que já no título concebe a realidade como não interativa). Como se tratava de uma denúncia contra Lula, ícone da esquerda, a direita ateísta não hesitou em ecoar, enfática e festivamente, chegando até mesmo a botar nos trending topics do Twitter.com a proposta #LulaNaCadeia. Tudo porque o Ministro disse que fora pressionado pelo ex presidente a adiar o julgamento do chamado «Mensalão» para depois das eleições.

Quando uma pessoa rapidamente acredita em uma história porque ela está de acordo com os seus conceitos ou preconceitos, torna-se constrangedor voltar atrás. Costuma ser muito doloroso admitir, especialmente no caso de pessoas que se dizem «ceticas» e «racionais», que «saltaram» para conclusões sem analisar o contexto apropriadamente. O que poderiam fazer esses próceres do ceticismo, esses doutores em falácias, quando a história começou a fazer água, com negativas peremptórias por parte da única testemunha (o ex Ministro do STF e ex Ministro da Defesa Nélson Jobim) e contradições por parte do denunciante, que tentou, através de múltiplas versões, estabelecer uma versão do fato que fosse definitiva?

Quem pôde, fingiu-se de morto. Quem foi cobrado e tinha uma personalidade excessivamente pública para simplesmente desaparecer, defendeu-se com uma barragem de argumentos irrelevantes e falaciosos, exatamente como fazem os religiosos, quando suas crenças são distendidas ao limite. Você pode perfeitamente admitir que uma pessoa tenha se desfiliado de toda forma de religião, mas é quase um absurdo esperar que esta pessoa realmente tenha conseguido adquirir uma visão de mundo desapaixonada o suficiente para analisar os fatos com objetividade e para, mais importante que tudo, recuar sobre suas versões e aceitar que estava errado. Na prática, o que se viu foram diversos rabudos protegendo cada um o rabo alheio, foram explicações que nada explicavam.

O raciocínio da direita facebookiana parece ser de cunho utilitarista: «sabendo» que Lula é (ou tem que ser) culpado de alguma coisa, então qualquer acusação é verdadeira (ou precisa ser). Não é preciso checar coisa nenhuma, não é preciso analisar nada com frieza, se a acusação «serve». É uma espécie de estratégia Eliot Ness: se você não pode provar que Al Capone era o chefe de todo o crime organizado, então bote-o na cadeia por sonegar imposto de renda. Mas e se Al Capone não fosse, de fato, o chefe do crime organizado? E, mais grave, se ele pagasse os impostos em dia mas fosse, ainda assim, encarcerado? A diferença entre a direita ateísta e o Eliot Ness é que o famoso policial americano assegurou-se de que a acusação fosse verdadeira. Nossos agentes secretos não tem o mesmo cuidado: desde que o Lula seja achado culpado, ele não precisa ser, de fato.

Quando confrontado com o fato de que duas das três pessoas presentes ao encontro (o próprio Lula e Nélson Jobim) haviam desmentido o fato (Jobim o fez, várias vezes, para três jornais diferentes: Estadão, Globo, Folha e Zero Hora), começaram a pipocar explicações tão vergonhosas que eu nem sei como exatamente classificá-las. Prefiro pensar que todas as falácias formais são apenas tipos específicos de non sequitur. A primeira destas foi a tentativa de desqualificar o desmentido de Jobim, com a desculpa de que este seria «aliado de Lula» (esquecendo que ele também é/era aliado e amigo de Mendes, de quem foi colega no STF) sem nunca se darem sequer ao trabalho de reparar que as negativas de Jobim foram todas coerentes, enquanto as versões de Gilmar se multiplicavam (uma nova a cada entrevista). A segunda foi a inacreditável afirmação de um conhecido líder do «movimento ateu» segundo a qual Gilmar Mendes teria credibilidade maior que Lula e Jobim juntos em função do cargo que ocupa ter «fé pública» (esta afirmativa é tão incrivelmente bisonha que chamá-la de falácia seria uma espécie de promoção). A terceira, mais sofisticada, brandida por um defensor do «conhecido líder», foi que não haveria nenhuma razão para acreditar nos desmentidos, visto que políticos são notórios por fazer suas versões conforme a conveniência e qualquer dos lados poderia ter razão.

A primeira afirmação é um ataque pessoal clássico, baseado no envenenamento da fonte. Aquilo que você diz a respeito de uma pessoa deixa de ter valor se você for amigo dela, mas aquilo que um adversário diz passa a ter automaticamente um valor de verdade. A segunda é um tipo específico de apelo à autoridade chamado «credencialismo». Enquanto no apelo à autoridade clássico você usa um nome ilustre para corroborar a sua tese, no credencialismo você justifica suas opiniões com base em seus diplomas ou cargos. A terceira afirmação parte de uma generalização (todos os políticos são mentirosos) para se chegar a uma conclusão irrelevante (como todos são mentirosos ou ambíguos, a versão coerente tem tanto valor quanto a incoerente). E as pessoas que brandiram contra mim estes argumentos se disseram, no fim, decepcionados comigo.

Após a entrevista inicial, a situação evoluiu curiosamente. Gilmar Mendes se enrolou em outras entrevistas, chegando a desmentir-se e contradizer, e depois passando a acusar Jobim. Por fim acusou Lula de ter orquestrado uma campanha de difamação contra si e advogou a proibição dos patrocínios a veículos de imprensa que critiquem as «instituições». Veio à luz o fato de que Gilmar teria ficado um mês sem revelar a pressão, quando ela teria tido maior efeito justamente se tivesse sido revelada há um mês e, pior, o próprio Gilmar admitiu que a primeira pessoa a quem confidenciou o ocorrido foi o líder de um partido político (o Senador Agripino Maia) e que sua primeira notificação a um outro Ministro do STF foi poucos dias antes da saída da revista. Os reiterados desmentidos de Nélson Jobim e as variadas versões divulgadas por Gilmar Mendes criaram em todas as pessoas bem informadas a impressão (bastante lógica) de que o Ministro estaria mentindo. O corolário de tudo foi o sensato comentário de Mauro Santayana, explicando que uma conversa com os exatos teores propalados por Gilmar Mendes não configuraria em nenhum crime da parte de Lula que, na qualidade de ex presidente, é uma pessoa comum, que não tem que seguir nenhum rito específico de cargo (ao contrário de Gilmar, que não deveria estar em um encontro privado com personalidades políticas, como o fez duas vezes no mesmo dia, primeiro com Lula e depois com Agripino Maia).
Esses desdobramentos fizeram a turma direitista, que já tinha até comprado os foguetes para o dia em que Lula fosse em cana, botasse o rabo entre as pernas, fizesse cara de paisagem e comentasse sobre os lindos navios que estão singrando as montanhas de Minas Gerais.

Não conseguindo responder a estas acusações diretas e frontais, representantes da mui lógica e filosófica «direita ateísta» do Facebook passaram a praticar a tática do «olha o avião». Fizeram isso de duas formas: primeiro, desviando o assunto para uma espécie de julgamento de Lula e seu governo e segundo, acusando-me de ser um «crente» da Igreja Lulista e defensor incondicional do ex presidente em tudo. E a essa altura, mesmo com os desmentidos do próprio Gilmar Mendes pipocando na internet e com vários comentaristas políticos (até o Noblat, dO Globo) indicando que acreditavam que tudo fora uma farsa, ainda assim eu estava encontrando ouvidos moucos na direita ateísta, que sustentava como verdade aquilo que até mesmo o próprio Gilmar Mendes já dissera, desmentindo a Veja, que fora um mal entendido.

Ataques à pessoa em vez de seus argumentos são sempre uma baixeza, e evidenciam que você atingiu o fígado do oponente de forma irremediável (e certos fígados do «movimento ateu» não são só fáceis de atingir, devido ao descuido com a guarda, mas também inflamados e sensíveis). Natural que os ignoremos, por isso foi natural que eu tentasse a todo custo trazer o debate de volta ao seu tema original: se seria aceitável, se seria racional que uma pessoa que «se acha» a melhor bolacha do pacote do «movimento ateu» aceitasse impromptu, uma denúncia baseada em nuvens, em palavras vagas, em pouco, talvez nada. Em poucas palavras: como alguém pode se apresentar como um cético e pretender-se superior aos crentes se, em relação às coisas em que acredita, é tão crédulo quanto o mais simplório dos religiosos? É muito fácil ser cético em relação àquilo em que você já não crê. Os protestantes, por exemplo, são extremamente céticos em relação aos milagres atribuídos aos santos católicos — ainda que eles próprios, em seus cultos, produzam milagres incríveis atribuídos ao Senhor Jesus ou ao Espírito Santo. Difícil é ser cético em relação às coisas em que você acredita, é reformar uma ideia que lhe é cara diante de evidências.

A direita ateísta da internet aceitou a versão inicial de Gilmar Mendes e amarrou-se a ela. Ninguém pestanejou, nem mesmo quando o Ministro se desmentiu. Negaram que ele tivesse desmentido. Acusaram toda a imprensa de ser «governista» por «comprar a versão de Lula», ignorando os fatos (a atuação nitidamente oposicionista da maioria de nossos veículos de imprensa) e resvalando para uma grande teoria de conspiração lulista (todos estão mancomunados, tudo é uma grande estratégia para silenciar a oposição e fazer o PT ficar no governo noventa anos). Só falta dizerem que a própria Veja é governista se ela publicar uma versão contraditória na edição de hoje.

E eu nem mencionei o preconceito de classe envolvido na polêmica. Gilmar Mendes, por ser um doutor jurista, é colocado num verdadeiro pedestal de moralidade, enquanto Lula, o «molusco», o «apedeuta», era colocado em dúvida o tempo todo, como se sua falta de diploma o impedisse de ser coerente, ou mesmo de ter razão. Na ideologia mesquinha da direita, existe uma pureza na ignorância, mas só quando o ignorante faz um trabalho braçal. Pobre só é lindo quando está obedecendo, no dia em que adquire poder, ou mesmo a mera independência, torna-se a encarnação do «perigo vermelho». Não adiantou outro doutor, o Jobim, ter saído em defesa do ex presidente, afinal, era apenas um aliado dele. Apenas, como se a carreira inteira do Jobim (que vem de bem antes de Lula ter sido eleito, se apequenasse no papel de capacho do ex presidente).

Ninguém, em momento algum, exerceu qualquer ceticismo salutar em relação à notícia, mesmo sendo publicada na Veja, revista que já foi anteriormente pilhada em mentiras e que está sendo alvo de investigações por ter utilizado como base para reportagens gravações de conversas telefônicas de autoridades feitas por um criminoso e escroque internacional.

No fundo do poço da argumentação, os representantes desta direita ateísta que aceita denúncias falsas, desde que convenientes, sem nenhuma preocupação de ceticismo, me acusaram de estar tolhendo a liberdade de expressão deles ao criticar seus pontos de vista. Faltou pouco para evocarem a garantia constitucional de liberdade de crença. «Crenças não merecem respeito, pessoas sim» — eles gostam de dizer. Mas quando você ataca suas ideias (crenças?) eles reclamam que sua crítica é uma ameaça à sua liberdade de expressão. Talvez porque eles só saibam expressar-se quando não estão sendo criticados, ou quando as críticas não são realmente eficientes.

Claro que eles tem o direito de pensar diferente de mim. Cada um segue a religião que quer, e se eles resolvem seguir Mises, Moisés ou Maharishi isso não me atinge. A não ser quando acham que o seu «ceticismo» é algo que os diferencia. Ninguém tem o direito de se sentir melhor que os outros quando pensa da mesma forma que eles. Um modo de pensar é algo que está acima de crenças: você pode crer em Jesus ou no Iron Maiden, mas o seu fanatismo é o mesmo se você reage desordenadamente a críticas.

Se todos temos liberdade de expressão, isso não significa que temos impunidade no que dizemos. As nossas palavras geram consequências, mesmo que apenas um reflexo na imagem que os outros têm de nós. A imagem que as lideranças da «direita ateísta» constroem quando ecoam mais uma denúncia vazia da Veja não é a de excelsos filósofos, mestres da lógica, mas simples padawans periféricos que papagueiam palavras bonitas, mas não conseguem comportar-se de acordo com elas when the push comes to shove.

Estes comentários se baseiam em uma discussão que iniciei em um grupo do Facebook intitulado «Livres Pensadores». Enquanto estava revisando o leiaute do blog, corrompido por algum gadget problemático, eis que me dou conta de que a vergonha alheia segue campeando firme no grupo. Incomodados com a impossibilidade de justificar o modo automático como aderiram a uma versão conveniente (um dos membros chegou a mencionar que a hashtag #LulaNaCadeia já existia, como se isso o dispensasse de pensar antes de aderir), perverteram o assunto do tópico e passaram a discutir carros esporte! Faltou, porém, combinarem com todo mundo (não, conspirações não são tão fáceis de fazer, por isso elas geralmente não existem) e um membro do grupo puxou de volta o fio da discussão. Para que? Para novamente ME acusar de não ser cético.
Veja bem, você pode acreditar piamente em tudo que a imprensa escreve, mas isso não o impede de ser cético. Você pode crer numa acusação contra um político de quem não gosta, mesmo ela sendo ilógica, mas não deixa de ser cético. Você pode empregar todo tipo de falácias para justificar-se e não ter que simplesmente admitir: «é, eu tava enganado, desculpa aí», mas não deixa de ser cético. Mas se você cutuca o dedo na ferida daqueles que se acham céticos, então eles vão dizer que você só é ateu para cumprir uma agenda marxista. Agora esses molequinhos que nasceram ontem resolvem julgar, sem nunca terem me visto pessoalmente, se sou ou não «ateu de verdade». E não surge uma voz sequer dotada de algum vislumbre de clareza para dizer: «gentem, por favor, o José Geraldo pode pensar diferente de nós, mas nesse caso ele fez uma crítica válida.»

Por essas e outras é que eu cada vez sinto mais razão quando líderes religiosos acusam certas partes do «movimento ateu» de serem «igrejas ateístas».

Atualização em 14 de agosto. Agora com o julgamento do «Mensalão» a pleno vapor ninguém mais está  da gravíssima acusação feita pelo Ministro Gilmar Mendes ao ex presidente Lula. Até as pedras deviam saber que o caso não daria em nada, mas as pessoas que se apressaram a festejar na internet, criando um clima «genérico» de revolta contra «isso que está aí» não admitiram até hoje que foram precipitadas e injustas ao acreditarem sem nenhum ceticismo nas afirmações do ministro. Em vez disso estão de novo soltando foguetes porque o advogado de Roberto Jefferson disse que «Lula sabia de tudo».