terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ateísmo e Vegetarianismo: Reloaded

De tempos em tempos a velha polêmica ressurge: existe algum imperativo moral envolvido na opção pela descrença em deuses? Para muitas pessoas, como eu, não existe nenhum: suas convicções morais dependem de fatores sociais e familiares e a descrença não afeta positiva e nem negativamente — a não ser que esses fatores sejam originalmente fracos e a crença funcionava como a tranca da Caixa de Pandora. Para outras pessoas, porém, tudo é muito diferente: tornar-se ateu envolveria necessariamente uma opção ética e lógica, com implicações morais.

domingo, 18 de novembro de 2012

Em Defesa do Indefensável, Novamente.

O site www.ceticismo.net (que usurpa o nome para difundir ignorância, preconceitos e desinformação) novamente passou dos limites do tolerável (se é que se pode tolerar estes elementos diuturnamente). A primeira vez tinha sido quando, sob o pretexto de atacar uma decisão equivocada da justiça, André cometeu injúria racial contra o povo cigano, episódio documentado aqui no Arapucas.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A Conspiração Anarcomiguxa

Qual a relação que você consegue enxergar entre o filme Zeitgeist e a modinha liber­tária que perpassa a internet? Nenhuma? Alguma vaga conexão que você não consegue explicar direito? Chega mais, senta e relaxa. Prepare-se para ler muito, e para descobrir a grande manipu­lação a que estamos sendo submetidos. Prepare-se para ter abertos os seus olhos: eu não espero convencer você, espero apenas apontar para onde o vento sopra, para que você olhe e veja por si aquilo que descobri agora há pouco, enquanto comia uma pizza de sala­minho com catupiry.

Mesmo mantendo um razo­ável ceticismo, não se deve excluir de antemão a possibi­lidade de que seja verdade aquilo que parece improvável. Pelo menos não enquanto não surgir uma explicação fun­cional que recorra apenas ao que é possível. A navalha de Occam, quando apli­cada de forma indiscriminada, funciona mais como um obstá­culo do que como um guia. Foi utilizando um princípio seme­lhante que Aristóteles desconsiderou a teoria atômica de Demócrito e propôs sua versão simples e cética dos quatro elementos. Com isso e mais a sua auto­ridade, atrasou o desenvolvimento da química por milênios.