domingo, 28 de abril de 2013

A Classe Média Aprendeu a Matar

O recente latrocínio cometido com requintes de crueldade contra uma dentista em São Paulo, com a vítima sendo queimada viva porque tinha somente R$ 30,00 em sua conta bancária, vem suscitando muito questionamento sobre os motivos do crime. Existe uma corrente sociológica, muito significativa no lado esquerdo do espectro político, segundo a qual o crime é uma reação dos excluídos a uma situação opressiva de miséria. Enquanto isso, no lado direito, a violência é vista como uma falha de caráter, um pecado cometido em plena consciência, por alguém dotado de pleno livre arbítrio. A solução proposta pelos primeiros é intensificar a redistribuição de renda, a dos segundos é prender e punir (coisas diferentes no jargão direitista, que vê a cadeia como uma espécie de colônia de férias).

Acredito que ambos os lados estão errados, embora não completamente. A verdade, como sempre, é complexa, fica no meio. Não é correto dizer que a causa da violência é exclusivamente a miséria econômica, ou teríamos mais crimes em países mais pobres (como a Índia e a Bolívia) e não é correto dizer que o criminoso faz uso de seu livre arbítrio, ignorando os condicionamentos a que somos submetidos.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Corra, Kim, que a Polícia do Mundo Vem Aí.

Potências imperiais gostam de brincar de polícia com o mundo. Claro, no papel da polícia e chamando de ladrão quem esteja no seu caminho. Pode ser um regime realmente maligno, como a Alemanha nazista, ou um governo bem intencionado e absolutamente inofensivo, como a Nicarágua sandinista. Pode ser um regime realmente adversário, como a URSS, ou um simplesmente um amigo que tinha o defeito de se preocupar com o próprio povo, como a Guatemala de Árbenz.

No fundo a política internacional é um jogo sujo, baseado na mais abjeta e escrota hipocrisia. Para as potências hegemônicas, principalmente, princípios não existem, apenas conveniências. Pelo pretexto de combater uma “ditadura” comunista, os EUA apoiaram durante mais de uma década a ditadura comunista e genocida do Khmer Vermelho contra o governo de reconstrução nacional criado pela intervenção vietnamita. Diz que se importa com a democracia na América, mas patrocinou, a partir do final do século XIX, as ditaduras mais cruéis e caricatas da história de cada um dos países ao sul do Río Grande. Rejeita a legitimidade das eleições venezuelanas, atestada por observadores internacionais, mas teve um presidente eleito em um pleito marcado pela fraude e pela obscuridade e há menos de um ano abençoou um pleito mexicano com sinais evidentes de trapaça. E enquanto tenta erradicar o extremismo religioso talibã no Afeganistão, mantém a Arábia Saudita como “nação mais favorecida” de seu comércio, justamente o país de onde emana a maior parte do fundamentalismo islâmico de hoje.

Infelizmente, as pessoas se esquecem muito fácil desse passado de crimes dos Estados Unidos contra a soberania de outros países, esquecem das mentiras que inventaram para justificar intervenções nas quais o único interesse a se preservar era o de Wall Street. Agora a máquina de propaganda ianque está a todo vapor tentando criar um pretexto para aniquilar a deprimente Coreia do Norte, último reduto comunista tr00 deste planeta. E uma quantidade enorme de macacas de auditório senta e levanta ao ritmo ditado pela imprensa, aplaudindo e apupando conforme quem aparece tenha olhos amendoados ou não.


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Já que Castro Alves não Está Vivo para Defender-se

Recente artigo de autoria da “psicóloga cristã” Marisa Lobo publicado no portal GospelMais procurou diminuir o peso das bobagens ditas a respeito da África pelo pastor e dublê de deputado Marco Feliciano. Já que as declarações do indivíduo são indefensáveis perante o bom senso (embora não perante a justiça que, neste país, tem apenas uma relação remota com tal conceito), é de se esperar que a autora tente encontrar autoridades para referendá-las. De preferência autoridades mortas, que não reclamarão de serem alistadas como guarda costas das ideias tramontanas do tartaruga.1

Buscar autoridades para apoiar algo que é uma bobagem óbvia não diminui o tamanho do erro do que foi dito, ainda mais quando, para justificar uma peruada dita a respeito de um tema científico (no caso também teológico) você evoca uma autoridade literária. Mas fica ainda mais injusto quando um pobre poeta do século XIX é sequestrado pelo discurso de intolerância, e justamente um poeta que dedicou sua vida a combater justamente o obscurantismo e o racismo! Que buscassem algum outro poeta eu não me importaria, pois houve vários outros, filhos de seu tempo, que não conseguiram elevar-se acima da turba. Mas Castro Alves!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Hugo Chávez e o Herói Padrão de Lord Raglan

Você provavelmente já deve ter percebido algo de estranho na recorrência de certas características na biografia de personagens mitológicos (e às vezes personagens históricos). É como se a maioria dos nomes famosos tivesse em comum algo além da fama em si. Pode parecer teoria de conspiração barata, mas essa impressão não é fruto de sua imaginação: ela já foi detectada, estudada e sistematizada por historiadores. Enfim: já se comprovou que existe mesmo um padrão que se aplica à maioria dos relatos biográficos, hagiográficos ou mitológicos de personalidades reais, mitificadas ou míticas.

A comprovação está em uma obra intitulada “O Herói: Um Estudo da Tradição, da Mitologia e da Literatura” — publicada em 1936 pelo folclorista britânico FitzRoy Somerset, Barão de Raglan. Nesta obra, Lord Raglan sintetizou 22 características que são encontradas nos relatos sobre uma grande variedade de personagens reais ou não. Não são as únicas características compartilhadas, mas as que mais frequentemente se repetem.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Lula Volta dos Mortos Para Levar Brasil ao Comunismo

O filósofo Olavo de Carvalho, em seu maravilhoso seminário de filosofia pela internet, já nos adverte há vários anos dos perigos relacionados ao lulopetismo que se eterniza desgraçadamente no poder, difundindo mentiras teológicas marxistas e contribuindo para manter em evidência a mentira newtoniano-einsteiniana da física esquerdista, base sobre a qual se constrói a famigerada conspiração internacional contra a liberdade e a autodeterminação dos povos encabeçada por Fidel Castro. Sob a capa de uma “legalidade” essa gente decidiu nos arrastar à força para o século XXI, apesar de todos as advertências. O que nos aguarda é uma sandinização de nossa política, afastando-nos das melhores influências.

Pois eis que surgem notícias nada alvissareiras, justo quando achávamos que a Providência Divina já se encarregava de varrer para o lixo os regimes títeres do lulocastrismo inspirado no Khmer Vermelho, graças a eleições limpas e seguras no México, à independência dos poderes paraguaios, à vigilância dos magistrados hondurenhos, inclusive abreviando a própria vida do ditador Hugo Chávez, cuja inexplicável morte plantou sementes de esperança em toda a América do Sul. Os institutos de pesquisa, aparentemente vendidos ao governo, ou enganados por suas falcatruas, alardearam que a búlgara bolchevista goza (só metaforicamente) de 67% de aprovação espontânea, sendo lembrada por quase a metade dos eleitores desse país!

É verdade que esses números são discutíveis, porque não levam em consideração os efeitos do poder moderador das lideranças políticas locais sobre as ilusões do povo, e ainda mais porque não descontam o impacto certeiro que a humilhante derrota da seleção brasileira no assim chamada “Copa do Mundo” trará à credibilidade do projeto de construção de longo prazo da hegemonia stalinista nesse país. Mesmo assim são números preocupantes, visto que o povo inculto parece que se deu a organizar abaixo assinados e campanhas de desinformação contra o noticiário factual e exato da imprensa. Se mantidos números próximos destes, é possível que as próximas eleições nos amaldiçoem com um quarto mandato comunista, sacramentando a hegemonia dos cabeças chatas e dos crioulos sobre os melhores cidadãos dos Estados Unidos do Brasil.

Estamos em um momento decisivo, e as forças libertadoras deste país não podem perder um só minuto ou não será possível livrar o Brasil deste Governo irresponsável, que insiste em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições. Precisamos agir logo, com a radicalidade que o momento exige, para que tenhamos um governo capaz de nos permitir, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Mas eis que homens de fé e de valor se levantam contra a onda malsã que parecia invencível. Secundado pelo apoio tempestivo de boa parte, ou melhor, da parte boa da população brasileira, o deputado Pastor Marco Feliciano encabeça esse resgate tão necessário. Esperemos que uma onda de adesões consiga sufocar a maré vermelha que nos acossava.

Este não deve ser um movimento partidário. Deve haver uma Causa maior, acima de todos os homens bons da Pátria. Deus somente deve orientar aos bons homens para que encontrem conselho divino e resgatem os valores da família e da propriedade. Mais uma vez, ao povo brasileiro só resta o socorro da Providência Divina, que nos permitirá vencer a conspiração internacional contra a nossa liberdade, expulsar as tropas vermelhas venezuelanas e cubanas que já andam a substituir nossas forças armadas subrepticiamente, sob a capa de médicos de família e técnicos da indústria de petróleo. Somente em Deus devemos confiar e esperar. Sejamos dignos de tão grande favor